Harpers Bazaar

"Cavalariça
is one of
Portugal’s best dining experiences thanks to the awesome and internationally-experienced
team who hold
the reigns here."

in Harpers Bazaar ,
© Georgia Hopkins

 

"The town of Comporta itself has a couple of cute stores (our favorite being Lavanda), one life-changing restaurant (see below), and there are some great accommodation options nearby as well. (...)  It might only be small, but the town of Comporta has some great little things to explore. For shopping, head to Lavanda for a great range of local and international brands. For a great meal, make Cavalariça your first stop. Relatively-new (it only opened in the summer of 2017), and housed in a former horse stable, Cavalariça is one of Portugal’s best dining experiences thanks to the awesome and internationally-experienced team who hold the reigns here. Run by a young, passionate and professional team—Bruno (chef), Filipa (pastry chef) and Fabio (on drinks)—their menu showcases local and organic produce where possible and is inventive and interesting while simultaneously bringing a laid-back simplicity to the plate. This is the kind of place you will find yourself returning to three-four times during a week-long stay."

Filipa Gonçalves
Talk of the town

"Uma carta
com produtos
da região, importância
dada à sazonalidade
e apresentação
dita mais internacional."

in TimeOut Lisboa , © Mariana Correia de Barros

 

 

O restaurante que o chef Bruno Caseiro ocupou no Verão passado, mesmo no centro da Comporta, foi o verdadeiro talk of the town dos meses quentes. O espaço não era novo, já tinha conhecido outros cozinheiros, mas com o português, que tem carreira feita em Londres, conheceu uma nova vida. Uma carta com produtos da região, importância dada à sazonalidade e apresentação dita mais internacional. Reabriu no dia 16 de Março, e estará aberto durante a Páscoa todos os dias e nos meses que se seguem, de quinta a domingo, para jantar (aos almoços também ao fim-de-semana, claro). Prove o pão caseiro feito com massa-mãe, e a tatin de chalota, alho francês e queijo de cabra.

Filipa Gonçalves
"o que quer e apetece"

"Bruno Caseiro passou por restaurantes de topo em Londres e na América do Sul. Aos 34 anos, tem a faca afiada e só cozinha o que lhe apetece, na Comporta..."

in Food and Travel Portugal , © Rosane Alves

Filipa Gonçalves
The Spaces

A highlight is its ‘mosquito hour’, when cocktails
and local oysters
are on the menu.

 Fotografia: © Richard John Seymour

Fotografia: © Richard John Seymour

Filipa Gonçalves
"Tudo para trabalhar com o melhor da região."

O Alentejo visto
por uma dupla portuguesa

de experiência internacional.

     in TimeOut Lisboa , © Mariana Correia de Barros

Londres-Comporta-Londres-Comporta. Eis a rota percorrida nos últimos anos pelo chef Bruno Caseiro e pela namorada Filipa Gonçalves - mulher dos sete ofícios que tanto faz design gráfico como pastelaria. Bruno passou pelas várias cozinhas do chef Nuno Mendes, veio para o Sublime em 2016, onde passou a temporada de Verão, voltou para Londres, como sous-chef do Ours, até ter sido contactado pelo dono do Cavalariça, o britânico Christopher Morrell, que o convidou a cavalgar até este paraíso à beira do arroz plantado.

A dupla instalou-se dia 1 de Junho e montou uma ementa que, explica Filipa "não é fine dining apesar de ter um perfil e apresentação diferente, mas também não é comida tradicional portuguesa." É o quê então? "São produtos de cá com apresentação mais internacional, alguma influência do mundo, também." Deste conceito saem especialidades como o Alho Grancês, Queijo de Alcácer e Pinhões (9€), a Tiborna de Corações de Galinha (10€), um curioso prato de Choco, Amendoim, Malagueta doce e Coentros (12€), ou a Salada de Rosbife e Anchova (14€). E isto só nas entradas. Para partilhar há costeleta de vaca maturada (79/kg), polvo inteiro grelhado (49€) ou frango do campo ao sal (47€). "São quase todos pratos de partilha", acrescenta.

Estão abertos para jantar todos os dias da semana, para almoços também aos fins-de-semana, mas a preparação começa cedo. "Fazemos o pão todos os dias com massa mãe", exemplifica Bruno, enquanto corta fatias dessa maravilha de crosta estaladiça e interior húmido.

"Compramos legumes em Melides e as carnes a um talho em Grândola que faz a própria criação de animais." Tudo para trabalhar com o melhor da região.

Filipa Gonçalves
Observador

Caro leitor, 
vá pastar.  

No Cavalariça
não é insulto, é recomendação.  
   

in Observador , © Tiago Pais

Bruno Caseiro e Filipa Gonçalves voltaram de Londres para tomar as rédeas do Cavalariça, na Comporta, com uma missão: usar os melhores produtos da zona num restaurante bem diferente dos que o rodeiam.

 Bruno e Filipa nem sempre estiveram ligados à cozinha. Ele foi psicólogo e ela designer durante vários anos. (foto: © Tiago Pais / Observador)

Bruno e Filipa nem sempre estiveram ligados à cozinha. Ele foi psicólogo e ela designer durante vários anos. (foto: © Tiago Pais / Observador)

A carne chega de Grândola. Os vegetais de Melides. O peixe da Carrasqueira. As ostras do Sado. O requeijão de Alcácer. E as batatas do Carvalhal. Já Bruno Caseiro e Filipa Gonçalves chegam de Londres, onde passaram os últimos cinco anos. Pelo segundo verão consecutivo estão na Comporta — depois de uma primeira experiência, em 2016, no restaurante do hotel Sublime (que o Observador relatou aqui). A diferença? Finda a temporada não voltarão à capital britânica. “A ideia com que viemos foi a de abrir um espaço em Lisboa. Mas há uma hipótese de ficarmos aqui para lá da data prevista”, explica Bruno.

Essa data é 17 de setembro. Ou seja, o Cavalariça é um restaurante pop-up. Temporário, se preferir. As portas do espaço abriram-se para o casal pouco depois do regresso a Londres, no final do verão passado. “Recebemos um email do Christopher Morrell, que detém este espaço e que chegou até nós através de amigos em comum”, recorda Bruno. CJ, como lhe chamam — que entretanto se tornou sócio da dupla neste projeto — lançou-lhes um desafio: fazer algo completamente diferente de tudo o que existe na região. “Ele gostava que a Comporta tivesse um restaurante parecido com o que há em Londres, Paris ou qualquer grande cidade”, define Bruno.

O pop-up começou a ser planeado quase de imediato. A parte de fazer diferente não assustava: Bruno e Filipa conheciam bem a maioria dos restaurantes das redondezas. Desenhar uma ementa de cariz internacional também não: tanto Bruno, chefe de cozinha, como Filipa, que é chefe pasteleira — embora aqui assuma o papel de gerente –, tinham experiência de sobra em Londres, sobretudo com o português Nuno Mendes (Chiltern’s Firehouse e Taberna do Mercado), e, mais recentemente, no restaurante Ours, de Tom Sellers, além de terem passado, em tempos, uns meses com Alex Atala no D.O.M, em São Paulo.

O verdadeiro desafio, neste caso, foi respeitar esse briefing usando os produtos locais. E é isso que torna o Cavalariça um projeto verdadeiramente interessante do ponto de vista gastronómico: “Os nossos únicos fornecedores que não são locais são mesmo de coisas que não conseguimos arranjar aqui, tipo um estabilizador de gelados que tem de vir de Lisboa”, assegura o chef.

A ementa é muito simples e divide-se em quatro secções: entradas — que vão de pequenos snacks a doses consideravelmente maiores –, pratos para partilhar entre 3 a 4 pessoas (só ao jantar), acompanhamentos e sobremesas, criadas por Filipa. Tudo com descrições concisas, sem grandes floreados ou malabarismos. Mesmo quando há muita técnica envolvida — e há, em vários casos –, ela não é enfatizada: trata-se apenas de um meio para chegar ao resultado final, o prato. Bruno justifica a opção: “Quisemos simplificar ao máximo, as pessoas estão de férias, não queremos que este seja um restaurante cerebral nem complicado.”

 O restaurante abriu a 15 de junho e a ideia dos responsáveis é que se mantenha aberto até 17 de setembro. Mas há uma hipótese de continuar a existir para além do verão. “Temos de ver como e em que condições”, explica Bruno Caseiro. (foto: © Tiago Pais / Observador)

O restaurante abriu a 15 de junho e a ideia dos responsáveis é que se mantenha aberto até 17 de setembro. Mas há uma hipótese de continuar a existir para além do verão. “Temos de ver como e em que condições”, explica Bruno Caseiro. (foto: © Tiago Pais / Observador)

A dicotomia “produto típico versus prato nada típico” é evidente, por exemplo, numa das entradas, que junta alho francês, requeijão de Alcácer e pinhões (9€). É o prato “quilómetro zero”, como lhe chama Bruno, já que todos os elementos vêm das proximidades. Noutra, o crudo de peixe e sésamo (11€), as influências orientais saltam à vista e ao paladar: a couve portuguesa é tostada no carvão (à semelhança do que os japoneses fazem com a alga nori) antes de ser cortada em juliana e colocada sobre dourada apenas braseada, mergulhada no congee, um caldo asiático de arroz. Qual arroz? Da Comporta, claro. O choco (12€) também é servido frito, mas as semelhanças com a receita típica da região acabam aí: vem na base de uma salada bem recheada de coentros, canónigos, espinafre e amendoins, com um molho de malagueta doce caseiro, amendoim e um ovo a baixa temperatura.

Entre as opções mais substanciais, as tais que são sugeridas para grupos de 3 e 4 pessoas, há frango do campo ao sal (45€) — “um bicho enorme, com três quilos”, avisa Bruno –, costeleta de vaca maturada(78€/kg), polvo inteiro grelhado (49€) ou o peixe do dia (60€/kg). Se o mar estiver de feição, a grelha pode ainda receber uma lagosta inteira (100€/kg).

Os acompanhamentos pedem-se à parte. É nessa secção da carta que se encontram as batatas fritas (6€), merecedoras de um parágrafo próprio. Além de seguirem, na confeção, a técnica das três cozeduras, celebrizada por Heston Blumenthal, são posteriormente finalizadas com toucinho de porco preto curado e fumado no restaurante, que é ralado por cima das ditas. Como é que alguém se lembra disto? Palavra ao chef: “Queria fazer batatas fritas. Mas não queria fazer só batatas fritas. Então pensei: como é que se torna uma coisa que já é boa muito melhor? Com gordura de porco.” Faz sentido.

 Aquele momento épico em que Bruno rala o toucinho curado sobre as batatas fritas da casa.  (foto: © Tiago Pais / Observador)

Aquele momento épico em que Bruno rala o toucinho curado sobre as batatas fritas da casa. 
(foto: © Tiago Pais / Observador)

As chips vão igualmente bem a acompanhar os cocktails da casa, criados por Fábio Nobre, barman que veio de Londres com Bruno e Filipa. Entre as suas criações de assinatura, destaque para o Cavalariça Sour, em que a Amarguinha e o Porto fazem as vezes do Pisco. A partir das 17h30, o bar do restaurante abre as portas para celebrar a Mosquito Hour, assim batizada em honra do famoso inseto, também ele típico desta região. Aos cocktails juntam-se, nessa ocasião, as ostras do Sado. “Decidimos dar este nome porque é a hora em que eles atacam mais”, justifica Filipa. Nada a temer, neste Cavalariça não faltam mosquiteiros. Nem boa cozinha.

Revista "Vinho - Grande Escolhas"

Para depois da praia (ou antes) • CAVALARIÇA

Fora da capital, mas não muito longe, na Comporta, está a nascer a Cavalariça. O projecto do inglês Christopher Morrell irá, como de costume, abrir para o Verão (a expectativa é abrir em meados de Junho), mas desta vez tem Bruno Caseiro ao leme. O chef trabalhou com Nuno Mendes, o homem que está a fazer furor em Londres (Taberna do Mercado, Chiltern Firehouse), e teve uma breve experiência no D.O.M. em São Paulo, do brasileiro Alex Atala. A ideia é lá fazer "jantaradas de Verão entre família e amigos, com mesas fartas em que o desafio é escolher por onde se começa a petiscar", diz Bruno Caseiro. Sugestão do chef: a refeição pode arrancar com umas ostras do Sado ou com uma salada de presa de porco alentejano e depois continuar para um pregado inteiro grelhado no carvão, acabando no "sundae" de morango. Ao almoço, com menu reduzido, o preço rondará os 18€, ao jantar andará entre os 35€ e 38€ (sem bebidas).

Filipa Gonçalves